Além dos “malas”, Covid-19 espanta os frequentadores do Parreão, desde março

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O final de tarde no Parque Parreão já não é mais o de antigamente. Quase esquecido

Apesar da sombra das árvores, da pista de corrida, do anfiteatro e do coreto, o Parque Parreão, localizado ao lado do Terminal Rodoviário João Thomé, a Rodoviária, no bairro de Fátima, a cada dia vai perdendo seus frequentadores. Antes devido a presença de malandros. Hoje por causa da Covid-19. O belo local, como outros da capital cearense, é subutilizado pelas pessoas de bem, deixando de mãos beijadas para os marginais.

Um antigo morador do bairro, “seu” Antonio Almir, conta que até final de março deste ano, todo final de tarde ia fazer sua caminhada, no Parreão. “Vinha todos nossos conhecidos. A gente convocava uns aos outros. Tinha dia que parecia até mais cheio. Aparentava um público maior”, diz em tom de descontração. Bastava o Sol se esconder para a grande maioria dos veteranos baterem em retirada, irem para suas casas.

Conforme “seu” Almir, desde a fundação do Parreão no início da década de 90, esse parque nunca foi devidamente aproveitado pelos moradores ou pelos visitantes que passam pelo bairro. Ele conta que o nome do parque é tirado do Riacho Parreão que corta este logradouro e deságua no Lagamar. “Muita gente não tem a menor idéia. E essa juventude não se interessa. Aqui é um belo local para curtir a vida. Pena que não frequento mais como antigamente”, frisa o saudoso veterano.

Outro problema apontado pelos moradores: ação dos marginais, até mesmo durante o dia. Uma moradora “das antiga”, residindo na Rua Ministro Joaquim Bastos desde a década de 70, lembra que só sai de casa acompanhada de seus netos. “Não vou de apresentar e dizer o meu nome. Moro pouco mais de 300 metros do Parreão. Sempre andava por lá. Sei lá, se esses malandros vão me reconhecer. Todo cuidado é pouco”, avisa.

Em tempo de pandemia, é reduzida a frequência de moradores neste belo local

Provando sua tese, a moradora lembra que recentemente, em frente ao Condomínio Recanto das Acácias, um casal de malandros fizeram um arrastão, assaltando todos que passavam nesse local. “Não foi à noite. Esses marginais roubaram tamanha uma hora da tarde. A gente não sabe o que fazer. Além da desgraça dessa pandemia, a gente não tem sossego com esses malandros. Espero que a polícia passe por aqui”, sentencia.

Fonte: Redação do Site da Rádio Clube 1200/Arilo Araujo com texto e foto de Isaac Parente

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