Adriano Pires desiste de assumir a Presidência da Petrobras

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Depois da desistência de Rodolfo Landim em assumir o Conselho de Administração da Petrobras, formalizada no último domingo, o economista Adriano Pires também desistiu da indicação à Presidência da empresa.

A informação circulou durante esta segunda-feira, 04, mas inicialmente foi negada pelo governo, numa aparente tentativa de demovê-lo da decisão. O Ministério de Minas Energia chegou a divulgar nota à imprensa rebatendo qualquer comunicação oficial entre a pasta e o indicado.

“O Palácio do Planalto e o Ministério de Minas e Energia não receberam nenhum comunicado oficial do Senhor Adriano Pires nesta segunda-feira (04)”, manifestou a pasta.

Durante evento na tarde desta segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também manifestou não ter notícias sobre nenhuma mudança na troca de comando da Petrobras.

À noite, porém, tornou-se pública a carta de Adriano Pires ao ministro Bento Albuquerque, comunicando sua desistência. “Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência da Petrobras. Iniciei imediatamente os procedimentos para me desligar do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria que fundei há mais de 20 anos e hoje dirijo em sociedade com meu filho. Ao longo do processo, porém, percebi que infelizmente não tenho condições de fazê-lo em tão pouco tempo.”

Bento Albuquerque respondeu dizendo compreender as razões de Adriano Pires

Pires havia sido designado na última semana para a vaga do general Joaquim Silva e Luna, mas sua nomeação ainda deveria ser formalizada em uma Assembleia-Geral da Petrobras marcada para 13 de abril. O Palácio do Planalto escolheu o economista como aposta de melhorar a comunicação com a sociedade em um momento de alta de combustíveis, em ano de eleição.

O nome de Pires para a presidência da empresa, no entanto, deveria passar antes por avaliação do Comitê de Pessoas da Petrobras, que analisaria possíveis conflitos de interesse, tomando as atividades atuais do economista, principalmente o papel de consultor do mercado.

O general Silva e Luna foi afastado ao fim do seu mandato por determinação do presidente Jair Bolsonaro, por causa de atritos na política de preços da companhia e de um reajuste com o qual o governo não contava, no momento em que aguardava a aprovação pelo Congresso Nacional de medidas tributárias para controlar a alta dos combustíveis.

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