A mangueira do Jandaia

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O Edifício Jandaia é um pequeno prédio, de quatro andares, há anos existente no cruzamento da tradicional Avenida Treze de Maio com a Rua Jaime Benévolo, no bairro de Fátima. Ali, quando construiu-se o muro que protege a edificação, numa aparente prova de respeito dos moradores para com a natureza, uma enorme mangueira, de forte e duplo tronco, situada por onde passa o muro, foi preservada, compondo o conjunto arquitetônico. 

Ficou bonito ver que, em meio a sanha destrutiva contra a vegetação, que sempre reinou nesta cidade, houve sensibilidade da parte de alguém em conservar a frondosa árvore. Durante anos, ela ali permanece, embora, nos últimos tempos, tenha tido seu tronco impiedosamente decepado por uma serra elétrica para evitar, possivelmente, que atingisse desmedida altura e prejudicasse a fiação elétrica. Mesmo assim, a árvore majestosa sempre teve a condição natural de renovar sua folhagem e seus frutos, como várias vezes verifiquei, já que por ali transito constantemente. Por vezes observei que, ao atingir determinada altura, os moradores, talvez por prevenção, faziam a completa retirada das folhas, deixando a planta apenas com seu tronco, mas permitindo sempre sua gradual renovação. 

Porém, de alguns meses para cá, a mangueira permanece numa triste situação. Seus pequenos brotos têm sido seguidamente cortados, impedindo sua recuperação natural. Trava-se, ali, uma batalha silenciosa pela vida, de uma humilde árvore que procura sobreviver contra a maldade de alguém que, como tanta gente, não tem amor, nem respeito pelas obras de Deus. Este texto é um apelo às pessoas que residem no prédio, para que valorizem e voltem a cuidar de um elemento tão belo, dando-lhe a chance de continuar a viver e a embelezar a paisagem urbana e o próprio local onde está fincado. Sensibilidade e respeito à natureza, é o que se pede, apenas.

Gilson Barbosa/jornalista

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